2026/02/19

Monumento a Luís de Camões

 

  MONUMENTO A LUÍS DE CAMÕES  

  na Praça Luís de Camões  

Estátua do poeta, em bronze, com 4 metros de altura:
o poeta apresenta-se vestido a rigor, de espada em punho,
livro no peito e coroa de louros na cabeça, numa atitude altiva.
Essa "pose" militar e pouco romântica do poeta 
tem sido motivo de crítica.

Assenta sobre um pedestal, oitavado, de mármore branco, 
com 7,5 metros de altura. 
Este está rodeado por oito estátuas, de pedra de lioz, de 2,40 metros de altura.
Representam figuras notáveis da cultura e das letras:
Fernão Lopes, historiador ();
Gomes Eanes de Zurara, cronista ();
Vasco Mouzinho de Azevedo, 
Fernão Lopes de Cantanhede, historiador ();
João de Barros, historiador ();
Pedro Nunes, cosmógrafo ();
Jerónimo Corte Real, poeta e pinto ();
e Francisco de Sá Menezes, poeta ().

Estas figuras sucedem-se ao longo da dinastia de Avis: 
uns são testemunhas da grandeza da pátria: Fernão Lopes, Azurara, 
João de Barros, Castanheda, Pedro Nunes,
e outras da sua decadência:  Quevedo, Corte-Real e Sá de Menezes.

Monumento da autoria do escultor
Vítor Bastos (1862-1867)


Um pouco da sua história

Em julho de 1854, a Câmara expropria os terrenos em frente das ruínas do Palácio do duque de Lafões.
O conjunto escultórico foi projetado a partir de 1860, ano em que a praça recebe o nome de Luís de Camões (out. 1960). Em 1862, é lançada a primeira pedra da obra, adjudicada a Vítor Bastos.
Será em 1867 (9 de out.? ou 28 de jun.?) que o monumento será inaugurado, na presença do Rei Dom Luís e de seu pai Dom Fernando, Rei consorte.

O monumento foi custeado por subscrição pública e prepara e antecede as comemorações do tricentenário da morte de Camões.


António Victor Figueiredo de Bastos, o escultor


"Vítor Bastos viajou de propósito em Itália e em França para se compenetrar da responsabilidade inédita no Portugal do século XIX […].

A sua obra teve a dignidade conveniente e foi bem proporcionada, na praça com prédios de (então) três andares de cércea e cujo desnível foi compensado na terraplanagem protegida por gradeamento (gradeamento aproximado também teve a estátua originalmente) e por uma breve escadaria sobre a rua do Alecrim, de modo a que praça e monumento se mostrassem cenograficamente na enfiada do Chiado [...].

Em torno da estátua de quatro metros de altura, nos ângulos do pedestal oitavado, oito outras estátuas se perfilam, marcando uma cadeia de gerações antes e depois do poeta, conforme seleção realizada por uma comissão de letrados e artistas que se decidiram pelas figuras de Fernão Lopes, Azurara, João de Barros, Castanheda, Quevedo, Corte-Real, Sá de Miranda, cronistas e poetas, mais o matemático Pedro Nunes"

José-Augusto França
Lisboa: história física e moral
Lisboa: Livros Horizonte, 2008, p. 594-5.
(2.ª ed., 2009)

O monumento com vedação

   Praça Luís de Camões, em Lisboa  

Cartaz do evento organizado pela C.M.L. 
Programa das comemorações camonianas.



para saber +


in Luís de Camões - Diretório de Camonística, 10.06.2024

in Luís de Camões - Diretório de Camonística, 10.06.2024

Paula Figueiredo 
in SIPA, Direção-Geral do Património Cultural / Ministério da Cultura  
online, 2009

Rafael Laborde Ferreira & Victor Manuel Lopes Vieira
Estatuária de Lisboa. 
Lisboa: Amigos do Livro, 1985.

Diogo Ramada Curto
“Camões no nosso tempo e no seu”, 
in Revista Expresso, 27.12.2024







Redação: 18.02.2026

A VIDA DE CAMÕES